EVANGELHO DO DIA 20 E COMENTÁRIO

Posted On 20 de agosto de 2010

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Livro de Salmos 107(106),2-3.4-5.6-7.8-9.

Digam-no aqueles que o SENHOR resgatou, os que Ele libertou do poder do inimigo
fez regressar de todas as terras, do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul.
Andaram errantes pelo deserto e pela solidão, sem encontrar caminho para uma cidade onde habitar.
Tinham fome e sede e já se sentiam desfalecer.
Mas, na sua angústia, clamaram ao SENHOR e Ele livrou-os das suas aflições.
Conduziu-os depois por um caminho seguro, que levava a uma cidade onde podiam habitar.
Dêem graças ao SENHOR, pelo seu amor e pelas suas maravilhas em favor dos homens.
Pois Ele deu de beber aos que tinham sede, e matou a fome aos famintos.

Evangelho segundo S. Mateus 22,34-40.

Constando-lhes que Jesus reduzira os saduceus ao silêncio, os fariseus reuniram-se em grupo. E um deles, que era legista, perguntou-lhe para o embaraçar: «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?» Jesus disse lhe: Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.»

Da Bíblia Sagrada

Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Papa Bento XVI
Encíclica «Deus caritas est», § 18 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana)

«Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas»

A necessária interacção entre o amor a Deus e o amor ao próximo […]. Se na minha vida falta totalmente o contacto com Deus, posso ver no outro sempre e apenas o outro, e não consigo reconhecer nele a imagem divina. Mas, se na minha vida negligencio completamente a atenção ao outro, importando-me apenas ser «piedoso» e cumprir os meus «deveres religiosos», então definha também a relação com Deus. Neste caso, trata-se duma relação «correcta», mas sem amor. Só a minha disponibilidade para ir ao encontro do próximo e demonstrar-lhe amor me torna sensível também diante de Deus. Só o serviço ao próximo abre os meus olhos para aquilo que Deus faz por mim e para o modo como Ele me ama.

Os Santos — pensemos, por exemplo, na Beata Teresa de Calcutá — hauriram a sua capacidade de amar o próximo, de modo sempre renovado, do seu encontro com o Senhor eucarístico, e vice-versa, este encontro ganhou o seu realismo e profundidade precisamente no serviço deles aos outros.

Amor a Deus e amor ao próximo são inseparáveis, constituem um único mandamento. Mas, ambos vivem do amor preveniente com que Deus nos amou primeiro. Deste modo, já não se trata de um «mandamento» que do exterior nos impõe o impossível, mas de uma experiência do amor proporcionada do interior, um amor que, por sua natureza, deve ser ulteriormente comunicado aos outros. O amor cresce através do amor. O amor é «divino», porque vem de Deus e nos une a Deus, e, através deste processo unificador, nos transforma em um Nós, que supera as nossas divisões e nos faz ser um só, até que, no fim, Deus seja «tudo em todos» (1 Cor 15, 28).

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